AgirAzul.com.br impresso entre 1992 e 1998 Conteúdo formatado para celular / Mantidos todos os links conforme edição original Edição 11 completa em PDF

AgirAzul 1111 de dezembro de 1995página 22

Animalistas x Ecologistas

Resposta ao Direito de Resposta

Carlos Gustavo Tornquist

Nota do editor

Texto digitalizado a partir do exemplar impresso e ainda não revisado. Em caso de dúvida, consulte a edição completa em PDF, no link acima.

Direito de Respostas” cimento da Vida na terra e a Evolução das Espécies, isso é muito pouco. Tanto assim que a dentadura humana não teve tempo de se modificar para de carnívoro. Frequentemente o bicho-homem em vez de caçar, era abatido por outros animais mais fortes, Achou que isso era perigoso demais e bem logo passou a cultivar cereais — e outros animais — para comer. Estudos cientificos comprovam que até hoje os vegetarianos têm melhor saúde que os comedores de carne.

Conclusão: o homem não precisa comer carne. Esse foi o maior “furo” do Sr. Tornquist: falou muito mas não disse a que veio, Não justificou a necessidade de caçar do homem em matar inocentes, desequilibrar os ecossistemas e destruir a Biodiversidade?

Caçar para que? Caçar por que? Se não existe uma razão lógica, o homem quer caçar por vagabundo: acha mais fácil assaltar a natureza que cria sozinha seus animais, do que trabalhar para produzir sua comida. Se não existe uma razão lógica, o homem quer caçar por vagabundo No entanto, a maior razão que leva sujeitos a caçar, é inconsciente e nada tem a ver com comida. O caçador gosta de exibir seus troféus e con- -tar vantagens aos amigos. Mente inclusive, para vangloriar-se de seus feitos.

Por que? Porque ele precisa mostrar à todos que é forte, poderoso, potente.” O que ele quer é mostrar que é o tal, o super machão. Mas, porque ele precisa mostrar a todos que é machão? (9) QUE-PAP. para enxergar algum problema em obra promovida atualmente pela Prefeitura, como se viu no caso da denúncia da PANGEA em janeiro. Afinal, a direção política do Demhab fez questão de desconhecer a legislação. e a Secretaria também.

Conforme o diretor do Demhab, Hélio Corbelini, ainda não há cronograma para implantação destes condomínios mas as conversas com quatro cooperativas interessadas devem começar ainda em novembro. Uma delas se arriscará a entrar na canoa furada Certamente porque seu inconsciente não tem muita segurança dessa machidumbre toda. Tendo um órgão sexual externo, tem um medo terrível que possa cair ou ser cortado e por isso tem a necessidade constante de provar para si 6 para os outros, que está ali e que é potente. Não é por outro motivo o trocadilho “Pau de fogo”. Se colocarem os caçadores no divã do analista — mesmo o de Bagé — vão descobrir que o lugar de mostrar a macheza é na cama e jamais derramando o sangue dos pobres bichos — que não têm dúvidas sexuais. Será por identificação que os caçadores gostam tanto de matar veados?

Esporte a caça não é, pois dar tros não é ginástica. Caminhar seria um esporte, mas os caçadores gostam de conforto: nas fazendas de caça atram assim que os animais saem das jaulas, não lhes dando nenhuma chance de lutar. Desejariam esfaquear o animal amarrado e totalmente indefeso e beber seu sangue ainda quente, para escabujar. o prazer de monstros entouquecidos. São psicóticos.

A major baboseira que defendem é a tal "caça controlada”. No Brasil, só um parvo pode cair nesse sofisma embusteiro. O Museu Goeldi estimou que a caça abate 20 milhões de. animais por ano (1992), somente na Amazônia. Se juntarmos as outras regiões do país, teremos algo em torno de 80 milhões mortos por uma caça ilegal, a cada ano. Imaginem se liberarem a tal caça “controlada” para um povo que não respeita leis e é em parte semi-analfabeto!!! Pelo menos setenta milhões de pessoas sairão para matar tudo o que encontrarem pela frente. Não restará nada vivo.

Seriam necessários todos os contigentes das polícias civis, militado loteamento, que será de difícil implantação em, área de conservação. O vereador Giovani Gregol, de um dos partidos apoiadores do Prefeito, disse ao AgirAzul que “o Demhab abusa da demagogia ao usar o problema social da Vila Ca-Cal como cortina de fumaça para lotear área destinada à preservação com o objetivo de vender condominios para a classe média”.

Augusto Carneiro, presidente da PANGEA, afirma que “qualquer medida de contenção contra a devastação deva ser implantada fora da área a ser res, federais, rodoviárias e secretas & todos os homens disponíveis no Exército, Marinha e Aeronáutica, para se embrenharem nos cafundós desses Brasis, a perseguir caboclos e contar quais e quantos animais mataram, comeram, jogaram nos rios ou esconderam! Ora, será que a Polícia e as Forças Armadas deste país, cheio de problemas, não têm mais nada a fazer, senão correr atrás de desocupados que insistem em destruir, em vez de procurar alguma coisa útil para fazer?

Em lugar de viver à custa da Natureza, como parasitas, porque não arrumam um trabalho produtivo? São Incapazes? Esses caçadores, já que tanto querem arrumar pretextos para matar e dissecar vivos outros animais, por que, em vez de trucidar inocentes não usam sua agressividade compulsiva para combater criminosos?? Têm medo que revidem? Falta coragem, não é9?!! Além de psicóticos, são covardes, agridem só os mais fracos.

- À Associação Brasileira de Caça foi rejeitada no Cadastro Nacional das Entidades Ambientalistas e no Forum Nacional das ONGs. No Brasil, caçadores não são considerados ecologistas. Por isso, reprovamos a publicação do artigo em tela, em um jornal que se dedica à Ecologia. Pior ainda quando o autor pretende negar os Direitos que a Natureza deu aos animais — dos quais ele mesmo faz parte. É autofágico.* A MISSIVISTA É DIRETORA GERAL DA REDE INTERNACIONAL DE PROTE- ÇÃO À BIODIVERSIDADE KURUPIRA, Rio DE JANEIRO E MEMBRO DAS CO- MISSÕES DE DIREITO AMBIENTAL DO INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS E DA SECÇÃO RJ DA OAB, (0 ASSUNTO CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE) conservada e não dentro, como planeja a Prefeitura”. Entende que há formas de se separar as habitações circundantes com toda a facilidade. Basta, diz Carneiro, “não deixar abandonada a área e Imediatamente cumprir a promessa de realização do Parque de acordo com os planos iniciais, instituindo limites, a administração e uma guarda”, E completa: “É assim que se faz em todos os países - então invasões e depredações só haveria se os responsáveis fossem irresponsáveis”.

Leia e Assine o AgirAzutl - fone/fax (051) 241-2904

Como citar TORNQUIST, Carlos Gustavo. Resposta ao Direito de Resposta. AgirAzul, Porto Alegre, n. 11, 11 de dezembro de 1995, p. 22. Disponível em: https://agirazul.com.br/Eds/ed11/resposta-ao-direito-de-resposta.htm. Acesso em: .