AgirAzul 1111 de dezembro de 1995página 4
Índios x Conservação
Ignorantes, sábios e índios ou: chega de romantismo bocó
José Truda Palazzo Júnior
Texto digitalizado a partir do exemplar impresso e ainda não revisado. Em caso de dúvida, consulte a edição completa em PDF, no link acima.
Júnior, PRESIDENTE, o IWC/BRASIL o Foi com grande interesse o não menor impressão ds d que fio exótico sermão do sá: S. Noelli (AgirAzul nº 9, w, 4) dsfendendo, com os já surrados argumentos românticos e gensralidades ou falaciosas ou inaplicáveis ao caso em questão — a invasão de parques e reservas, os últimos que tamos, por índios acuiturados.
Texto assaz divertido, mas nada inédito, de vez que, como soem fazer os defensores inconsequentes da destruição dos úitimos ecossistemas preservados, 0 autor se limita a enaltecer o “bom selvagem” sem admitir o fato incontestável central, que 6 o impacto das comunidades humanas de baixa tecnologia — e é isso que são os Guaranis invasores do Parque Estadual de Nonoai — sobre as áreas naturais que ocupam.
Só tem razão o referido senhor ao declarar-me, do alto de sua sapiência teórica, um completo ignorante — não, entretanto, da realidade histórica, mas sim das razões que levam gente semi-esclarecida como ele a defender a espoliação dos últimos ecossistemas remanescentes do RS em nome da pseudodefesa dos índios.
A “realidade histórica” é de que a “abertura de clareiras” para a agricultura e a “caça restrita” (aliás, ire2 restrita, Nonoai, Nem es- ) Amazônia, n 5845 Guaranis aculiurados são os Yanomamis ou outra tribo que não sobreviva fora da floresta. Isto é o que está provaco e comprovado. O resto — é papo furado de quem não tem peito prá encarar o v jeiro desafio: exigir ssentamerio dos remanescentes enas do Alto Uruguai, todos prá lá da aculturados. nes terras férteis e produtivas dos grandes latifúndios daquela ragião. Isto — e não o atraque dasirutivo dessa gente nas minúsculas manchas de fioresta nativa remanescente — é que resolveria 0 problema social e “antropológico” das Missões: piantar, comer e ter uma vida decente em terra própria, sem ter que depender nem das esmolas de governo, nem dos salamaleques bocós e demagógicos dos mal-informados antropólogos de aquário, Terra para os remanescentes indígenas SIM, mas nos nossos últimos parques NÃO, É o que dizem a lei e o bom senso. Ou então caímos, como já disse, no besteirol romântico e daqui a cinco anos não tere) mais uma só amostra sequer de ecossistema florestal fincionante no Alto Uruguai. Chega! Fora!
