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AgirAzul 1111 de dezembro de 1995página 6

ADFG critica relatório sobre hidrovia Paraná-Paraguai

Nota do editor

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Agirhzul - ADFG critica Relatório sobre. AADFG - Amigos da Tera analisou o Relatório Final do ge o Viabilidade; Minis- Krause,. o) Mitra do melhor restaurante francês, na Inglaterra, sr. Raymond Blanc, não tem idéia de onde vem as “coxinhas de rás”, que serve fritas em manteiga espumante temperadas com uma pitada de alho, Seus clientes se lambem porressa “delicatesse”. Certo é que essas coxinhas cujo rótulo diz apenas “alimento congelado”, não vem da França nem da Grã-Bretanha, onde as águas poluídas há anos praticamente acabaram com o sala to de rás. i O prato com 12 o cus. ta 35 dólares americanos. Isto é mais do que o dobro pago por 100 rás, coletadas em Bangladesh, ou a na Índia ou Indonésia.

O comércio de rãs com esses três países teve o seu auge em 1977. Estimava-se que Bangladesh teria 1 bilhão de rãs, número insuficiente para saciar o apetite do Oeste, taxado em 6.500 toneladas de coxas por ano, mas certamente uma fonte de recursos a ser explorada.

Durante 11 anos, os peguenos agricultores caçaram rás nos grandes arrozais cultivados, auxiliados pelos meninos que as retalhavarm com lâminas toscas. “Somente em 1988 “mais de 50 milhões foram exportadas, grande parte para os EUA. Um ano depois Bangladesh, já tinha perdido mais da metade de sua população de rãs. Tal comércio somente cessou quando os Amigos da Terra-Bangladesh (membros dos Friends of the Earth International), conseguiram persuadir o governo de que esse era o caminho certo para o suicídio econômico e ambiental.

O retorno econômico da ex portação de rãs chegou a 10,5 milhó- “fes de dólares/ano; mas seu verdadel- “iro custo foi fenomenal. As rãs se allmentam de insetos e cada uma poda consumir mais do que seu próprio

Como citar AGUIAR, João Batista Santafé (ed.). ADFG critica relatório sobre hidrovia Paraná-Paraguai. AgirAzul, Porto Alegre, n. 11, 11 de dezembro de 1995, p. 6. Disponível em: https://agirazul.com.br/Eds/ed11/adfg-critica-relatorio-sobre-hidrovia-parana-paraguai.htm. Acesso em: .