AgirAzul 1111 de dezembro de 1995página 13
Parque de Itapuã
2ª Canoata
Gilberto Anders Apel
Texto digitalizado a partir do exemplar impresso e ainda não revisado. Em caso de dúvida, consulte a edição completa em PDF, no link acima.
Promovida pela Comissão de Luta pela Efetivação do Parque Estadual de Itapuã — CLEPEI —, a 2º Canoata Itapuã-Porto Alegre realizouse em 21 de maio deste ano, em um belo dia de sol. A Canoata — manifes-.
tação feita em barcos a remo & caiaques — teve como objetivos chamar a atenção da população e do governo para os problemas do Parque Estadual de Itapuã. O pagamento dos ex-proprietários, a retirada dos invasores e a implantação do Plano de Manejo têm sido as principais questões pelas quais a CLEPEI trabalha para a efetivação do Parque.
A Canoata iniciou na tarde anterior, com a concentração dos participantes na Vila de Itapuã, Viamão, ponto de saída do Evento. À noite, a título de confraternização, foi passado o audiovisual “Imagens de Itapuã” para que os participantes ficassem a par das belezas e da situação do Parque.
Com a alvorada às 5h30min de domingo, deu-se o início aos trabalhos (café da manhã, chimarrão.) para as saídas às 7 horas. Por volta das 6h30min chegou o grupo do Corpo de Bombeiros que iria acompanhar o evento por água. Os barcos à remo participantes foram “gigs”, barcos-escola com 12m de comprimento, remo simples, tendo como guarnição quatro remadores e um timoneiro. A UFRGS, através do Departamento de Remo da ESEF enviou dois gigs e o Clube de Remo Vasco da Gama, compareceu com um gig. Os canolstas participaram Com seis caiaques.
O dia iniciou com tempo firme e com o sol aparecendo timidamente. O Guaíba, sem ventos, estava com as âguas surpreendentemente calmas. Barcos n'água, força nos remos, espírito de luta e objetivos a serem alcançados. Com este cenário, iniciou-se a 2º Canoata Itapuã - Porto Alegre. Saindo da Vila, fomos em direção à Ilha Francisco Manuel, pertencente ao Veleiros do Sul, 1º parada, à aproximadamente 14 km de distância. Sempre capitansados por um dos gigs e com apoio da lancha dos Bombeiros e outras embarcações, o grupo imprimiu um ritmo compatível com suas possibilidades.
Morro do Gôco, Ponta do Cego e Ponta da Serrinha. Todos estes lugares apresentaram belezas de uma paisagem única. Com esta perspectiva inédita, o esforço de remar quase não foi sentido, à frio do início do dia praticamente passou desapercebido. Uma hora e meia mais tarde, chegamos sem maiores incidentes para um descanso de alguns minutos.
Após se refazer do percurso inicial, o grupo seguiu para a segunda parte. Agora capitaneados por caiaques, os participantes seguiram para Belém Novo já em Porto Alegre, ponto da segunda parada. O sol já ia se fazendo notar, a paisagem continuava exuberante e a água estava “um espelho” de calma, quando o grupo foi avisado de rochas entre a terra e uma ilhota pela qual passaríamos. Com bastante cuidade e atenção, atravessou-se este estreito, pois não se desejava nenhuma surpresa, nem, é claro, perder o almoço. Esta foi a Etapa mais curta (nove quilômetros aproximadamente), e, por volta do meio dia, chegou-se a Belém Novo sãos, salvos € famintos. Uma vez, bem atracados os barcos e caiaques, pode-se fazer uma
